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03 02

Outback em Manaus? A Lenda do Emporium Roma

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Se você estava vivo nas últimas semanas, sabe da boataria sobre a construção do Outback no local dos excelentes restaurantes do Emporium Roma. E se parou pra pensar, seria muito mais um downgrade trocar a diversidade de pratos por batata assada, cebola e filé temperado, o que basicamente resume o cardápio da rede australiana. (Pra quem não acompanhou, a empresa local desmentiu aqui)

A gente que mora aqui, meio longe, costuma se fascinar mais facilmente com isso, pois existem muitas coisas fora do nosso contexto. E em tempos que a experiência não vale nada sem um bom registro (leia-se: check in e foto no Instagram), alguns lugares ou marcas ficam cada vez mais icônicos para nós. O Outback é um clássico. Como um dia, em tempos mais modestos, o Mc Donald’s também já foi.

Em resumo, o Outback é um local que a classe média pode experimentar o que acha que é comida cara e boa. Tudo isso enquanto quem vive isso de verdade está no Fasano e não mostra pra ninguém.

É só um shopping entrar em expansão ou coisa parecida que lá no fundo acende a esperança da caboclada: algum louco vai trazer! Digo louco porque o lance “cool” do restaurante não é cebola gigante. É por que é lá fora. Podem dobrar o preço, esquecer o bom atendimento e até tirar a bendita cebola do cardápio, só não me tire o avião que eu uso para chegar lá, certo?

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Em branding e coolhunting aprende-se que pra uma coisa deixar de ser legal é muito simples: coloque dentro do contexto das pessoas. O “cool” é o começo da tendência. Quando a tendência se estabelece e vira “mainstream”, aí começa o problema. O conceito não é exato ou fechado, mas no mercado gastronômico e de entretenimento isso é muito real aqui em Manaus. Já falimos o McDonald’s, a operação da Pizza Hut é sofrível e qualquer casa noturna que se espelha em exemplos mundiais já morreu (RIP Mamute). 

Com monitoramento e networking, vimos aqui na Neotrends de onde partiu e como se desenvolveu a anatomia desse boato até chegar à pressão popular de que ele se transforme em verdade, como se fosse responsabilidade da empresa essa frustação. Mas isso é assunto para outra postagem.

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Enviado por: Arnaldo Rocha

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